20 janeiro 2015

O dinheiro e as cólicas

O Sebastián andava com cólicas já há uma semana, o que para ele é um terço da sua vida porque hoje cumpre exactamente 3 semanas, e nós andávamos a ficar desesperados. Por muito que já seja o segundo filho aquele som do choro desesperado aos ouvidos desespera, dói, mói...

E o pobre Sebastián dava puns e retorcia-se e chorava. E sobretudo durante a noite quando os dois mortos íamos fazendo turnos para cuidar dele.

Fomos a uma farmácia e explicámos a situação. Recomendaram-nos um novo leite em pó (Blemil Anticólico) começámos a dar-lhe nessa mesma noite e de repente dorme como um santo e o único choro é quando está desesperado para comer.

Falo em dinheiro porque resulta que este leite custa 28€ cada lata e o que nós comprávamos (que foi o que tomou o Guilherme) custa 16€. E os mais baratos que se podem comprar no supermercado devem andar pelos 12€. Claro que nós vamos continuar a comprar o Blemil porque resulta (e porque podemos) mas o que isto quer dizer é que de certeza que há muitos bebés com cólicas que não vão poder deixar de sofrer destas coisas simplesmente porque é realmente caro.

A primeira coisa que disse à Ana quando vimos que o Sebastián deixou de se queixar com o novo leite foi exactamente isto: o dinheiro pode não dar felicidade mas pelo menos acaba com as cólicas...

18 janeiro 2015

Equivalenza

Tenho que admitir que levava já muito tempo com vontade de experimentar os perfumes da Equivalenza. Esta marca de perfumes de marca branca foi uma espécie de cogumelo porque nasceu em 2011 e já tem 600 lojas pelo mundo (!!) e aqui nas Astúrias deve ter umas 3 ou 4.

As coisas funcionam de uma maneira muito simples: vais com uma ideia de um perfume conocido e eles dizem-te qual é a equivalência com a referência que têm na loja. Podes ter o azar de que não tenham o perfume em questão (eu por exemplo queria o Cool Water de Davidoff e não tinham) mas entre tudo o que têm acabas por encontrar alguma coisa.

E depois decides se queres levar 30, 50 ou 100ml (a uns preços bem decentes - o de 100 fica por menos de 20€) e põe directamente do frasco gigante para um frasquito com a dose escolhida. Ainda por cima têm este detalhe, que está bem pensado, que se voltares à loja para recarregar o frasquito cobram menos 2€.

Enfim, como o rapaz era simpático e fartei-me de cheirar perfumes acabei por trazer 2 frascos, menos de 30€ gastados e perfume para uns meses!

12 janeiro 2015

Los 88 peldaños del éxito

Terminei esta semana de ler este livro que me tinha oferecido a Maria Rivas no meu aniversário. Confesso que era um bocado reticente com os livros de auto-ajuda mas vou pouco a pouco gostando mais de ler estas coisas.

É um livro leve, que se lê muito bem porque tem esses 88 capítulos que diz o título e sobretodo é bastante práctico e orientado a uma suposta acção. O autor escreve bem e apesar de jovem e de super multi-facetado não é demasiado convencido, coisa que passa a muitos destes self-made-men jovens...


Los 88 peldaños del éxito

O champô já não é o que era

"Energy vibrates from the magical spirals; impressions loaded with magical symbolism. Aromas, colours and symbols, typical of tribal art, dedicated to today's new age travellers."

Tudo isto num pequeno frasco de champô do Meliá que gamei (como todos fazemos) a última vez que dormi num dos hóteis. Parece que um champô não pode ser simplesmente champô...
Felizmente tinha um Head & Shoulders ao lado que dizia simplesmente "eficácia anti-caspa". Nem todos os departamentos de marketing andam a fumar ganzas...

28 dezembro 2014

As águas

Eram cinco da manhã. "Tiago, acho que me rebentaram as águas."
Há 9 meses e 3 dias tinha começado o que vai acabar hoje. Eu estava assim meio dormido e quase não queria dar importancia ao acontecimento. Devia ser a minha cabeça a dizer-me que se não ligasse não era nada e podia continuar a dormir.
Estava morto de sono, ainda estou um bocado, porque acordámos às duas com o Guilherme a querer meter-se na nossa cama (porque a cama dele "pesava muito" - temos pendente descobrir o que é que ele queria dizer com isso...) e depois às quatro quando peguei nele dormido e fui pô-lo à sua cama. "Papá, ficas a dormir aqui no sofá ao meu lado?"
Lá adormeci no sofá como sempre e quinze minutos depois acordei para ir para a nossa cama.

Resumindo, estava a dormir bem quando lhe rebentam as águas e cinco minutos depois já estava com as calças de ganga vestidas e a lavar os dentes.

Demorei mais a vestir-me do que o habitual. Não era momento para grandes detalhes mas pelo menos que o teu filho te veja pela primeira vez com uma roupa fixe. Nada de fatos de treino.

Fui avisar a minha mãe que íamos para o hospital. Dormiam os dois como pedras. O meu pai ressonava como um tractor e pensei que seria impossivel dormir ao lado dele mas a verdade é que a minha mãe que parece que está sempre acordada estava também ferrada.
Acordaram os dois em euforia. O meu pai com o sinal de dedo polegar para cima com as duas mãos "Boa! Dia 28 de Dezembro!!" e a minha mãe a ir falar com a Ana.

O melhor da saída de casa foi a minha irmã que acordou porque tive que ir buscar uma bomba de ar ao quarto onde estavam. Disse-lhe que íamos para o Hospital e veio com a Alice a despedir-se mas depois sentiu-se mal. Troca de papéis: senta-se no sofá, "ai que mal que eu estou! Até me sentou a sentir mal". "Vão andando que tou-me a sentir mal"...

E fomos.

17 agosto 2014

Estado de Alerta

No próximo mês de Dezembro faz 4 anos que me estreei como pai.
No outro dia numa conversa com colegas de um curso de formação falávamos do facto de que nunca saberemos o que é ter um filho até ter um na realidade. Não podia ser mais verdade.

Podes saber o que é ganhar o totoloto ou partir uma perna mas o que significa um filho não deixa de ser um mistério por desvendar até ao momento em que o tens a dormir ao teu lado e vais ver se está a respirar só por acaso.

E para mim o que mais me mudou o dia a dia foi esta história do estado de alerta em que ando constantemente...
Admito que sou exagerado com isto, que sofro com saber onde é que anda, se as janelas estão abertas ou se pode escapar a correr para a estrada. Se houvesse uma terapia para isto eu ia. É uma coisa estúpida e ao mesmo tempo natural que não te deixa descansado nunca.
Que às vezes te faz lembrar daquelas tardes de verão de adolescência onde não tinhas nada para fazer e nem sequer havia coisas que pensar. Eu via a Volta a Portugal em bicicleta e podia perfeitamente ver a etapa inteira. Sabia lá eu o que era essa coisa do estado de alerta por causa de um filho.

Agora no mesmo Dezembro chegará o segundo e penso: duplicará o estado de alerta (a um nivel ainda pior...) ou posso repartir o mesmo estado pelos dois e assim individualmente vou sofrer menos?

Por favor que não seja a primeira opção.

06 novembro 2013

Uma banda de rock

Estava hoje a ler uma Rolling Stone antiga que tinha aqui por casa e deparei-me com uma entrevista de Lars Ulrich, o baterista dos Metallica e um dos personagens mais impressionantes en concerto que vi na minha vida (como aliás toda a banda...). A última pergunta e a sua resposta foi tao perfeita que até me deu vontade de escrever um post...

O que é que vos mantém unidos durante todos estes anos?
Apesar de termos dito e feito tudo uns aos outros no final nenhum de nós quer falhar o compromisso da banda. Esse é o ponto de uniao entre todos. Os Metallica sempre foram maiores como um todo, como a soma de cada individualidade. Há um ente superior que está acima de nós e se chama Metallica.

Esta definiçao do que deve ser uma banda é tao boa que dá para entender o porquê das grandes bandas mundiais que nunca se dissolveram. Todos os seus componentes entendem que há coisas que estao acima do ego e das vaidades de cada um.

Benditos Metallica, U2, Pearl Jam, Rolling Stones e tantos outros...

17 setembro 2013

Nao se pode ser moderno e andar de fato e gravata

Hoje de manha fui fazer análises e nao pude tomar o pequeno-almoço em casa. Como saí às 9:30 do Hospital e ainda tinha que ir para Tineo (esses míticos 90kms de caminho...) decidi, num laivo de modernidade, passar por um Doopies & Coffee (uma cadeia de donuts foleira que imita o Dunkin Donuts) e comprar um café e um donuts para levar e comer no carro como qualquer nova-iorquino a caminho do trabalho.

Escusado será dizer que no primeiro golito que dei no copo de café ainda quente saiu uma gota por debaixo da tampa e caiu copiosamente na gravata. Assim que aqui estou eu hoje no trabalho com a minha nódoa de café na gravata.

A grande vantagem é que sendo café posso sempre dizer que foi a trabalhar.

13 junho 2013

Os talheres

Uma das coisas que me surpreende e que já foi motivo de aceso debate em mais do que um almoço é a questao da mudança de talheres nos restaurantes quando pedes o menú do dia.

Aqui é muito tipico sobretudo para a hora de almoço que toda a gente escolha o menú do dia. A oferta é simples: um primeiro prato, segundo prato, sobremesa, pao e bebida. Tudo no mesmo pack e a um preço que anda entre os 9 e os 15 euros. O debate vem no momento em que depois do primeiro prato, imaginemos um arroz a la cubana, com tomate e ovo estrelado, e esperando uma pescada cozida com batata, o empregado de mesa gentilmente retira o prato com o arroz, pega nos talheres e deixa-os na mesa para que sirva para a pescada.

Confesso que a primeira vez que me fizeram isto fiquei desconcertado. Protestei e apesar de que me trocaram os talheres começou o debate na mesa porque rompi o status quo de nunca mudar os talheres. Afinal, todos me davam razao, mas o habito está tao instituido que toda a gente entende que no preço barato do menu nao ha espaço para que gastem mais talheres... Se queres talheres novos tens de comer de carta.

Escusado será dizer que o Homem é um animal de habitos e agora aqui o vosso escriba separa inefavelmente os talheres e saboreia a pescada com esso restinho de tomate, chouriço ou feijoada que fica do primeiro prato...

18 maio 2013

O texto nao é meu mas as recomendaçoes sao muito boas...

El correo electrónico es una de las herramientas de trabajo más eficaces.
Sin embargo, su uso indiscriminado e inadecuado comienza a dar problemas hasta convertirse en una fuente de estrés.
Desde RRHH os proponemos que entre todos racionalicemos su uso:
El e-mail te tiene que facilitar el trabajo, no entorpecerlo.

Toma nota de estos consejos, ponlos en práctica y da feedback a los demás si no los siguen:
1. No estés comprobándolo constantemente: no dejes que te interrumpa en tu trabajo diario.
2. Envía menos y recibirás menos: De cada cinco e-mails que recibimos, tres requieren una respuesta. De cada cinco que enviamos, la gente responde a tres. Efecto boomerang.
3. El correo no es una herramienta de conversación: Algunos asuntos tardan en resolverse hasta 4 veces más si se hacen por correo electrónico en vez de por teléfono o en persona.
4. Escribe buenos correos: Piensa que tus e-mails van a ocupar el tiempo de otros y que crean una imagen de ti como profesional y de tu empresa.
    a. Elige bien tus destinatarios: Sólo a aquellos que es necesario. No uses el “por si acaso” ni abuses del “con copia”.
    b. Utiliza correctamente el campo asunto: En vez de, “Resumen de una reunión”, es mejor poner, por ejemplo “Resumen de la reunión del equipo de ventas 7-Sep-2010”.
    c. Cuando contestes, elige bien entre “Responder” y Responder a todos”: A lo mejor no todos los destinatarios quieren leer tu respuesta.
   d. Completos y claros. Evita que se generen respuestas innecesarias solicitando aclaraciones sobre ciertos puntos.
   e. Agrupa los puntos más importantes. Los guiones y los puntos y aparte constituyen un alivio para los ojos cansados.
   f. Evita la palabrería excesiva: Se conciso y ve al grano.
   g. Firma. Identifica a la persona que envía el mensaje y el trabajo que hace. h. Con buena letra. Revisa bien la ortografía y la gramática antes de enviar el mensaje.