Fui cortar o cabelo na quinta-feira passada e deram-me uma esfrega na cabeça enquanto a lavavam que achei que valia a pena contar algo no blog.
É que nao foi uma esfrega qualquer, foi provavelmente a esfrega mais potente que a minha cabeça teve nos últimos 10 anos. Agora que a moda da massagem enquanto te lavam a cabeça no cabeleireiro pegou (lembro-me que quando chegou o Jean Louis David a Lisboa essa massagem que as raparigas estavam instruídas para dar era o que mais se comentava) voltar de novo à boa e velha lavagem foi bastante revigorante.
A rapariga, como sempre a mais nova e com menos experiência do cabeleireiro, esmerou-se para que eu sentisse a minha cabeça limpa e sem qualquer hipótese de encontrar um perdido pedaço de caspa (note-se que eu nao tenho caspa). A verdade é que me deu uns bons 3 minutos de incessante manuseamento das manos ao ponto de eu achar que se estava a montar uma festa da espuma na minha nuca e tudo isso revigorado por uns jactos de água que pareciam uma montanha russa tal era a velocidade com que iam de frios a quentes.
Enfim, que por 12€ tive a oportunidade de sentir-me jovem e revigorado e ainda saí com o cabelo cortado.
02 junho 2012
25 março 2012
Empreendedor
Ando a dar muitas voltas à cabeça à procura dessa ideia brilhante que me dê a confiança para um dia montar um negócio próprio.
Nao é fácil porque é necessário uma quantidade de factores positivos para que algo aconteça... ou entao simplesmente aquele grau de loucura e coragem que eu (e 95% das pessoas normais) nao têm.
Enquanto vou pensando nessas coisas passo algum tempo a ler exemplos de gente que tem coisas para contar de este mundo dos empreendedores.
Aqui vao alguns sites recomendados:
:: the toilet paper entrepreneur
:: small business trends
:: peter shankman
:: young entrepreneur
:: start up nation
:: web worker daily
:: duct tape marketing
Nao é fácil porque é necessário uma quantidade de factores positivos para que algo aconteça... ou entao simplesmente aquele grau de loucura e coragem que eu (e 95% das pessoas normais) nao têm.
Enquanto vou pensando nessas coisas passo algum tempo a ler exemplos de gente que tem coisas para contar de este mundo dos empreendedores.
Aqui vao alguns sites recomendados:
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12 março 2012
Pocoyo
Um dos momentos em que nos damos conta da nossa paternidade é quando começamos a repetir e a saber de cor os episódios das séries infantis.
Hoje de manha o Guilherme deleitou-se com o episódio do Pocoyo sobre as prendas. E eu, que nao estava na cozinha, aos primeiros sons disse alto para a Ana "vê esse episódio que é muita fixe" (disse o mesmo mas em espanhol).
O Pocoyo acompanha-nos muito sobretudo quando estamos na cozinha porque utilizamos una app fantastica da TVE Clan que é o canal para crianças da televisao pública espanhola.
Quando sabes de memoria os episodios e quando cantas as músicas infantis em vez do ultimo exito dos Coldplay percebes que a tua vida mudou definitivamente (ou pelo menos nos próximos 10 anos) e que há toda uma panóplia de personagens, músicas e sons que vao entrar na tua vida de uma maneira radical!
Hoje de manha o Guilherme deleitou-se com o episódio do Pocoyo sobre as prendas. E eu, que nao estava na cozinha, aos primeiros sons disse alto para a Ana "vê esse episódio que é muita fixe" (disse o mesmo mas em espanhol).
O Pocoyo acompanha-nos muito sobretudo quando estamos na cozinha porque utilizamos una app fantastica da TVE Clan que é o canal para crianças da televisao pública espanhola.
Quando sabes de memoria os episodios e quando cantas as músicas infantis em vez do ultimo exito dos Coldplay percebes que a tua vida mudou definitivamente (ou pelo menos nos próximos 10 anos) e que há toda uma panóplia de personagens, músicas e sons que vao entrar na tua vida de uma maneira radical!
24 fevereiro 2012
Rosalía de Castro
Hoje de manha vinha a ouvir a radio SER e estavam a falar de uma poetisa galega chamada Rosalía de Castro que eu sinceramente nao conhecia. Hoje celebra-se o 175º aniversario do seu nascimento e com esse propósito passaram em versao musical um poema seu que me ficou na cabeça.
É um poema emigrante, que puxa à saudade (ou à "morriña" como dizem os galegos...).
Aqui fica "Adiós rios, Adiós fontes":
Adiós, ríos; adios, fontes; adios, regatos pequenos; adios, vista dos meus ollos: non sei cando nos veremos. Miña terra, miña terra, terra donde me eu criei, hortiña que quero tanto, figueiriñas que prantei, prados, ríos, arboredas, pinares que move o vento, paxariños piadores, casiña do meu contento, muíño dos castañares, noites craras de luar, campaniñas trimbadoras, da igrexiña do lugar, amoriñas das silveiras que eu lle daba ó meu amor, camiñiños antre o millo, ¡adios, para sempre adios! ¡Adios groria! ¡Adios contento! ¡Deixo a casa onde nacín, deixo a aldea que conozo por un mundo que non vin! Deixo amigos por estraños, deixo a veiga polo mar, deixo, en fin, canto ben quero... ¡Quen pudera non deixar!
Mais son probe e, ¡mal pecado!, a miña terra n'é miña, que hastra lle dan de prestado a beira por que camiña ó que naceu desdichado. Téñovos, pois, que deixar, hortiña que tanto amei, fogueiriña do meu lar, arboriños que prantei, fontiña do cabañar. Adios, adios, que me vou, herbiñas do camposanto, donde meu pai se enterrou, herbiñas que biquei tanto, terriña que nos criou. Adios Virxe da Asunción, branca como un serafín; lévovos no corazón: Pedídelle a Dios por min, miña Virxe da Asunción. Xa se oien lonxe, moi lonxe, as campanas do Pomar; para min, ¡ai!, coitadiño, nunca máis han de tocar. Xa se oien lonxe, máis lonxe Cada balada é un dolor; voume soio, sin arrimo... ¡Miña terra, ¡adios!, ¡adios! ¡Adios tamén, queridiña!... ¡Adios por sempre quizais!... Dígoche este adios chorando desde a beiriña do mar. Non me olvides, queridiña, si morro de soidás... tantas légoas mar adentro... ¡Miña casiña!,¡meu lar!
Para mais informaçoes da poetisa:
Rosalía de Castro na Wikipedia
É um poema emigrante, que puxa à saudade (ou à "morriña" como dizem os galegos...).
Aqui fica "Adiós rios, Adiós fontes":
Adiós, ríos; adios, fontes; adios, regatos pequenos; adios, vista dos meus ollos: non sei cando nos veremos. Miña terra, miña terra, terra donde me eu criei, hortiña que quero tanto, figueiriñas que prantei, prados, ríos, arboredas, pinares que move o vento, paxariños piadores, casiña do meu contento, muíño dos castañares, noites craras de luar, campaniñas trimbadoras, da igrexiña do lugar, amoriñas das silveiras que eu lle daba ó meu amor, camiñiños antre o millo, ¡adios, para sempre adios! ¡Adios groria! ¡Adios contento! ¡Deixo a casa onde nacín, deixo a aldea que conozo por un mundo que non vin! Deixo amigos por estraños, deixo a veiga polo mar, deixo, en fin, canto ben quero... ¡Quen pudera non deixar!
Mais son probe e, ¡mal pecado!, a miña terra n'é miña, que hastra lle dan de prestado a beira por que camiña ó que naceu desdichado. Téñovos, pois, que deixar, hortiña que tanto amei, fogueiriña do meu lar, arboriños que prantei, fontiña do cabañar. Adios, adios, que me vou, herbiñas do camposanto, donde meu pai se enterrou, herbiñas que biquei tanto, terriña que nos criou. Adios Virxe da Asunción, branca como un serafín; lévovos no corazón: Pedídelle a Dios por min, miña Virxe da Asunción. Xa se oien lonxe, moi lonxe, as campanas do Pomar; para min, ¡ai!, coitadiño, nunca máis han de tocar. Xa se oien lonxe, máis lonxe Cada balada é un dolor; voume soio, sin arrimo... ¡Miña terra, ¡adios!, ¡adios! ¡Adios tamén, queridiña!... ¡Adios por sempre quizais!... Dígoche este adios chorando desde a beiriña do mar. Non me olvides, queridiña, si morro de soidás... tantas légoas mar adentro... ¡Miña casiña!,¡meu lar!
Para mais informaçoes da poetisa:
Rosalía de Castro na Wikipedia
05 fevereiro 2012
Isabel Stilwell
Escrevo este post para agradecer à Isabel Stilwell (e família) este fantástico livro que ando a ler todas as noites ao Guilherme. Sao pequenas histórias fora das normais histórias de encantar do Hans Christian Andersen (que também gosto muito by the way), muito quotidianas e familiares e que nesse minuto e meio que duram nos divertem muito.
Digo que nos divertem apesar de ter a certeza que o Guilas nao tá a entender absolutamente nada... Esse é o momento em que ele começa a encostar a cabeça nos lençóis, a dar umas voltas sobre si mesmo e a fazer aqueles tipicos sons de pré-sono.
Menos mal que há 3 volumes porque já estamos a acabar o primeiro...
Digo que nos divertem apesar de ter a certeza que o Guilas nao tá a entender absolutamente nada... Esse é o momento em que ele começa a encostar a cabeça nos lençóis, a dar umas voltas sobre si mesmo e a fazer aqueles tipicos sons de pré-sono.
Menos mal que há 3 volumes porque já estamos a acabar o primeiro...
06 janeiro 2012
All I want for Christmas is you
E para o dia de Reis, que aqui é feriado (iupi!!) outro clássico de Natal cantado pelo David Fonseca.
Para o ano há mais!!
25 dezembro 2011
Last Christmas
Um clássico revisitado pelo David Fonseca fica sempre bem no dia de Natal. Grande video uma vez mais...
Com os desejos que passem todos o melhor Natal do mundo!
15 dezembro 2011
06 dezembro 2011
Bertold Brecht
Primeiro levaram os comunistas
Mas eu não me importei
Porque não era nada comigo.
Em seguida levaram alguns operários,
Mas a mim não me afectou
Porque eu não sou operário.
Depois prenderam os sindicalistas,
Mas eu não me incomodei
Porque nunca fui sindicalista.
Logo a seguir chegou a vez
De alguns padres, mas como
Nunca fui religioso, também não liguei.
Agora levaram-me a mim
E quando percebi,
Já era tarde.
Mas eu não me importei
Porque não era nada comigo.
Em seguida levaram alguns operários,
Mas a mim não me afectou
Porque eu não sou operário.
Depois prenderam os sindicalistas,
Mas eu não me incomodei
Porque nunca fui sindicalista.
Logo a seguir chegou a vez
De alguns padres, mas como
Nunca fui religioso, também não liguei.
Agora levaram-me a mim
E quando percebi,
Já era tarde.
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