27 julho 2011

Praia da Riviera

Um verao nao é verao se nao vier um dia de semana à minha Praia da Riviera.

Ao chegar ao final do atalho que desemboca na entrada da praia da Mata a Ana perguntava-me se nao podíamos entrar logo na primeira. Ela é espanhola e nao sabe que na Costa da Caparica as pessoas "têm" praias e que quando uma pessoa é da praia da Riviera e toda a vida foi dessa praia nao a vai trocar por outra assim facilmente. Ainda por cima quando se é emigrante e só se tem direito a uma ou duas semanas na terrinha.

Assim que hoje posso dizer que apesar do vento passei as duas melhores horas deste verao até agora numa espreguiçadeira ao sol da Costa da Caparica. E nao há melhor praia no mundo!!

28 junho 2011

Afinal a terra é redonda

Acabo de ler este texto na newsletter do Millennium BCP e pareceu-me tao bem escrito, correcto e didáctico que me apetece reproduzi-lo na íntegra. É um bocado grande mas se existe algo de economista dentro de uma pessoa valerá a pena ler.

O autor é o José Maria Brandão de Brito do departamento de Research de Mercados Financeiros do Millennium bcp.


Afinal a terra é redonda


O mundo parece plano…

Thomas Friedman, conhecido articulista do New York Times, escreveu um livro intitulado "O mundo é plano", no qual discorre uma apologia apaixonada da globalização. Tão entusiástica prosa não é surpreendente: estávamos em 2005, ano em que o crescimento do PIB mundial foi o mais elevado desde que há registo e em que a interpenetração económica internacional atingiu uma intensidade sem precedente, pelo menos, desde o grande surto de globalização na transição dos séculos XIX e XX - curiosamente um período ao qual se seguiu uma litania de horrores, como a Primeira Guerra Mundial e a hiperinflação na Alemanha. No essencial, a referida obra assemelha a complexa integração das várias economias a uma gigantesca linha de produção: daí a metáfora do título do livro de Friedman. Contudo, o contributo para a globalização foi repartido desigualmente entre os principais blocos mundiais. De forma caricatural, enquanto os mercados emergentes, encabeçados pela China, mas também o Japão e a Alemanha, se empenharam laboriosamente em alimentar a mega linha de produção, países como os EUA e a "periferia" da área do euro, posicionaram-se no fim da linha a consumir tudo o que ela expelia. Não é preciso ser economista encarteirado para descortinar que este padrão comercial era insustentável; porém, sob o manto mágico da globalização, ele perdurou, pelo menos, uma década.

...mas, na realidade, é redondo

A contrapartida do desequilíbrio comercial foi a transferência sistemática de fundos dos importadores para os exportadores. Acontece que, por ausência de alternativa, países como a China ou a Alemanha reciclavam parte importante dos proveitos das suas exportações para os países como os EUA ou Portugal. Este esquema possibilitou, por um lado, financiar a voracidade consumista dos importadores e, por outro, dar vazão à pulsão mercantilista dos exportadores. A circularidade perversa entre os fluxos financeiros e os de mercadorias, mais do que contrariar optimistas indefectíveis, como Friedman, para quem a vida económica se tinha tornado linear (plana), ajuda a explicar como foi possível gerar níveis patológicos de dívida entre os países superavitários e os deficitários.

Não há volta a dar

Chegada a crise, seria de esperar a correcção dos desvios do paradigma anterior. Mas tal não aconteceu, antes pelo contrário. Isto porque os regimes cambiais não foram permitidos ajustar de forma a eliminar o fosso de competitividade existente entre as economias excedentárias e as deficitárias. A esta distorção, outra se juntou com a resposta das autoridades aos efeitos recessivos da crise sob a forma de políticas acomodatícias. A manutenção do elevado grau de interdependência internacional e a permanência de uma estrutura cambial desajustada implicou que a explosão de liquidez providenciada pelas autoridades monetárias se difundisse qual feixe de luz pelo globo, numa nova e exorbitada versão da tal circularidade perversa. O resultado foi a intensificação do endividamento e a eclosão de pressões inflacionistas. Não obstante a sua natureza global, o ressurgimento da inflação foi mais expressivo nas economias emergentes, sendo que as sucessivas tentativas de aperto das condições monetárias dos respectivos Bancos Centrais mostraram-se, até à data, infrutíferas - por uma razão óbvia: o regime de câmbios quase-fixos da maioria dos mercados emergentes face ao dólar implica uma quase universalidade da política monetária altamente expansionista dos EUA. Daí que não haja volta a dar: os mercados emergentes terão que permitir uma apreciação significativa das suas moedas atinente a controlar a inflação recalcitrante. Uma das consequências da eventual apreciação das moedas dos mercados emergentes é a redução da poupança interna gerada por estas economias - por via da diminuição da competitividade externa e pelo efeito indutor do consumo que uma moeda mais forte aporta. Reportando ao caso da China, uma menor necessidade de reciclagem de fundos significaria uma menor procura chinesa por títulos de dívida americana, o que dada a particular importância deste investidor, levaria à subida das taxas de juro do dólar.

O caminho das pedras

A erosão da capacidade exportadora dos mercados emergentes e a subida global das taxas de juro tem efeitos recessivos, ainda que temporários. Mas por penoso que seja, este é o único caminho para a regeneração da economia global. Nos EUA, a subida das taxas de juro e a depreciação do dólar produzirão uma alteração profunda na estrutura da despesa e da produção: a poupança sobe em detrimento do consumo; o sector dos bens transaccionáveis é estimulada por contrapartida da redução do peso dos serviços; idêntica dinâmica se aplica às demais economias que padecem de défices externos crónicos. A consequente melhoria da posição externa é complementada por um processo inverso de aumento do consumo e abrandamento das exportações nas economias superavitárias. O resultado será o tão almejado reequilíbrio da economia internacional e uma lição: maximizar a produção e o consumo global sem cuidar das respectivas implicações financeiras constitui uma receita para o desastre. Afinal, a terra é redonda. Disso não vem mal ao mundo, basta aceitá-lo.

O ressurgimento da inflação não permite manter a estrutura económica global imutável. O que se segue deverá ser penoso, mas, simultaneamente, regenerador.

09 junho 2011

Empréstimo Bancário

Esta história, um bocado longa, chegou-me por mail e duvido que seja verdade mas tendo em conta o conteúdo tem tudo para ser um post neste blog...

PEDIDO DE EMPRÉSTIMO BANCÁRIO
Um advogado de nome Barack Hussein Obama II, na época, 1995,
líder comunitário, membro fundador da mesa diretora da organização
sem fins lucrativos Public Allies, membro da mesa diretora da fundação
filantrópica Woods Fund of Chicago, advogado na defesa de direitos
civis e professor de direito constitucional na escola de direito da
Universidade de Chicago, Estado de Illinois (e atual presidente dos
Estados Unidos da América) numa certa ocasião pediu um empréstimo
em nome de um cliente que perdera sua casa num furacão e queria
reconstruí-la.
Foi-lhe comunicado que o empréstimo seria concedido logo que ele
pudesse apresentar o título de propriedade original da parcela da
propriedade que estava a ser oferecida como garantia.
O advogado Obama levou três meses para seguir a pista do título de
propriedade datado de 1803.
Depois de enviar as informações para o Banco, recebeu a seguinte
resposta:
"Após a análise do seu pedido de empréstimo, notamos que foi
apresentada uma certidão do registro predial.
Cumpre-nos elogiar a forma minuciosa do pedido, mas é preciso
salientar que o senhor tem apenas o título de propriedade desde 1803.
Para que a solicitação seja aprovada, será necessário apresentá-lo
com o registro anterior a essa data."
Irritado, o advogado Obama respondeu da seguinte forma:
"Recebemos a vossa carta respeitante ao processo nº.189156.
Verificamos que os senhores desejam que seja apresentado o título de
propriedade para além dos 194 anos abrangidos pelo presente registro.
De fato, desconhecíamos que qualquer pessoa que fez a escolaridade
neste país, particularmente aqueles que trabalham na área da
propriedade, não soubesse que a Luisiana foi comprada, pelos EUA à
França, em 1803.
Para esclarecimento dos desinformados burocratas desse Banco,
informamos que o título da terra da Luisiana, antes dos EUA terem a
sua propriedade, foi obtido a partir da França, que a tinha adquirido por
direito de conquista da Espanha.
A terra entrou na posse da Espanha por direito de descoberta feita no
ano 1492 por um navegador e explorador dos mares chamado
Cristóvão Colombo, casado com dona Filipa, filha de um navegador de
nome Perestrelo.
Este Colombo era pessoa respeitada por reis e papas e até ouso
aconselhar-vos a ler sua biografia para avaliar a seriedade de seus
feitos e intenções. Esse homem parece ter nascido em 1451 em
Gênova, uma cidade que naquela época era governada por
mercadores e banqueiros, conquistada por Napoleão Bonaparte em
1797 e atualmente parte da Região da Ligúria, República Italiana.
À ele, Colombo, havia sido concedido o privilégio de procurar uma nova
rota para a Índia pela rainha Isabel de Espanha.
A boa rainha Isabel, sendo uma mulher piedosa e quase tão cautelosa
com os títulos de propriedade como o vosso Banco, tomou a precaução
de garantir a bênção do Papa, ao mesmo tempo em que vendia as
suas jóias para financiar a expedição de Colombo.
Presentemente, o Papa – isso, temos a certeza de que os senhores
sabem - é o emissário de Jesus Cristo, o Filho de Deus, e Deus - é
comumente aceito - criou este mundo a partir do nada com as palavras
Divinas: Fiat lux que significa "Faça-se a luz", em língua latina.
Portanto, creio que é seguro presumir que Deus também foi possuidor
da região chamada Luisiana por que antes, nada havia.
Deus, portanto, seria o primitivo proprietário e as suas origens
remontam a antes do início dos tempos, tanto quanto sabemos e o
Banco também.
Esperamos que, para vossa inteira satisfação, os senhores consigam
encontrar o pedido de crédito original feito por Deus.
Senhores, se perdurar algumas dúvidas quanto a origem e feitos do
descobridor destas terras, posso adiantar-lhes que desta dúvida,
certeza mesmo, só Deus a terá por que Inúmeros historiadores e
investigadores, concluíram baseados em documentos que, Cristóvão
Colombo, nasceu em Cuba (Portugal) e, não em Gênova (Itália), como
está oficializado:
Segundo eles,
Em primeiro lugar, Christovam Colon, foi o nome que Salvador
Gonçalves Zarco, escolheu para persuadir os Reis Católicos de
Espanha, a financiar-lhe a viagem à Rota das Índias, pelo Ocidente,
escondendo assim a sua verdadeira identidade.
Segundo, este pseudônimo não aparece por acaso, porque Cristóvão
está associado a São Cristóvão, que é o protetor dos Viajantes (existe
inclusive uma ilha batizada de São Cristóvão).
Cristóvão, que também deriva de Cristo, que propaga a fé, por onde
anda, acresce que Cristo, está associado a Salvador (1º nome
verdadeiro do ilustre navegador).
Colon, porque é a abreviatura de colono e derivado do símbolo das
suas assinaturas"." ( Duas aspas, com dois pontos no meio).
Terceiro, Salvador Gonçalves Zarco, está devidamente comprovado,
nasceu em Cuba ( Portugal) e, é filho ilegítimo do Duque de Beja e de
Isabel Gonçalves Zarco.
Quarto, era prática usual na época, os navegadores darem às
primeiras terras descobertas, nomes religiosos, no caso dele, foi São
Salvador (Bahamas), por coincidência ou talvez não, deriva do seu
primeiro nome verdadeiro, a segunda batizou de Cuba (Terra Natal) e,
seguidamente Hispaniola (Haiti e República Dominicana), porque
estava ao serviço da Coroa Espanhola.
Quinto, a "paixão" pelos mares, estava no sangue da família Zarco,
nomeadamente em, João Gonçalves Zarco, descobridor de Porto
Santo (1418), com Tristão Vaz Teixeira e da Ilha da Madeira (1419),
com o sogro de "Christovam Colon", Bartolomeu Perestrelo.
Por fim, em sexto, existem ilhas nas Caraíbas, com referência a Cuba
(além da mencionada Cuba; São Vicente, na época existia a Capela de
São Vicente, da então aldeia de Cuba).
Posteriormente (Sec-XVI), foi edificada a atual Igreja Matriz de São
Vicente.
São coincidências (pseudônimo, nome das ilhas, família nobre e ligada
ao mar, habitou e casou em Porto Santo, ilha que fica na Rota das
Índias pelo Ocidente), mais do que suficientes, para estarmos em
presença de Salvador Gonçalves Zarco e, conseqüentemente do
português Christovam Colon.
Christovam Colon, morreu em Valladolid (Espanha) em 1506, tendo os
seus ossos sido transladados, para Sevilha em 1509, contudo em
1544, foram para a Catedral de São Domingos, na época colônia
espanhola, satisfazendo a pretensão testamental do prestigiado
navegador.
A odisséia das ossadas não ficaria por aqui, porque em 1795, os
espanhóis tiveram de deixar São Domingos, tendo os ossos sido
transferidos para Cuba (Havana), para em 1898, depois da
independência daquela ilha, sido depositados na Catedral de Sevilha.
Coincidência ou não, em 1877, os dominicanos, ao reconstruírem a
Catedral de São Domingos, encontraram um pequeno túmulo, com
ossos e intitulado “Almirante Christovam Colon".
Existem na Ilha da Madeira e nos Açores, pessoas da famílias Zarco,
descendentes diretos de João Gonçalves Zarco e, conseqüentemente
da mãe (Isabel Gonçalves Zarco) de Christovam Colon, disponíveis
para darem uma amostra do seu cabelo aos cientistas, para analisar o
seu DNA e, para comparar os seus resultados nas ossadas do
navegador, se, efetivamente forem as pretensões deste Banco para
certificar-se da origem do navegador.
Quanto a Deus, ainda não tenho sua biografia, somente sei que caso a
conseguisse, até o maior e mais potente computador do planeta não
seria suficiente para comportar um resumo do resumo da mesma, por
isso sugiro-vos educadamente e após muito pensar, que, por serem
banqueiros e, portanto poderosos, tentem por vossos meios.
Agora, que está tudo esclarecido, será que podemos ter o nosso
empréstimo? "
Barack Hussein Obama II
Advogado

*O empréstimo, claro, foi concedido.*

30 maio 2011

28 maio 2011

2 Kilos

Faltava-me descobrir uns videos dos 2 Kilos no Youtube e hoje a falar com o Marcos fiquei a saber que eles puseram todo o concerto que deram no Casino de Asturias (onde os ouvi pela primeira vez).

Assim que aqui estao os grandes 2 Kilos, um DJ Gijonés e um MC português que à semelhança do vosso blogger veio parar a Gijón porque a mulher é asturiana...

Enjoy!



27 maio 2011

O tweet do dia

Apanhei sem querer um tweet genial de um asturiano no período pós-eleitoral:

Una supuesta coalición de FAC-IU representaría claramente mis intereses políticos, por lo menos, fonéticamente...

Para quem nao sabe o FAC (Foro Asturias) é o novo partido de direita asturiano fundado por um ex-PP e a IU é a Izquierda Unida, ou seja, uma aproximaçao espanhola ao Bloco de Esquerda.

Se bem que uma coligaçao entre os dois nao faça muito sentido a verdade é que a junçao fonética é maravilhosa... :-)

20 maio 2011

O que anda a agitar a sociedade espanhola a poucos dias das eleiçoes...

MANIFIESTO 'DEMOCRACIA REAL YA'

Somos personas normales y corrientes. Somos como tú: gente que se levanta por las mañanas para estudiar, para trabajar o para buscar trabajo, gente que tiene familia y amigos. Gente que trabaja duro todos los días para vivir y dar un futuro mejor a los que nos rodean.

Unos nos consideramos más progresistas, otros más conservadores. Unos creyentes, otros no. Unos tenemos ideologías bien definidas, otros nos consideramos apolíticos¿ Pero todos estamos preocupados e indignados por el panorama político, económico y social que vemos a nuestro alrededor. Por la corrupción de los políticos, empresarios, banqueros¿ Por la indefensión del ciudadano de a pie.

Esta situación nos hace daño a todos diariamente. Pero si todos nos unimos, podemos cambiarla. Es hora de ponerse en movimiento, hora de construir entre todos una sociedad mejor. Por ello sostenemos firmemente lo siguiente:

Las prioridades de toda sociedad avanzada han de ser la igualdad, el progreso, la solidaridad, el libre acceso a la cultura, la sostenibilidad ecológica y el desarrollo, el bienestar y la felicidad de las personas.

Existen unos derechos básicos que deberían estar cubiertos en estas sociedades: derecho a la vivienda, al trabajo, a la cultura, a la salud, a la educación, a la participación política, al libre desarrollo personal, y derecho al consumo de los bienes necesarios para una vida sana y feliz.

El actual funcionamiento de nuestro sistema económico y gubernamental no atiende a estas prioridades y es un obstáculo para el progreso de la humanidad. La democracia parte del pueblo (demos=pueblo; cracia=gobierno) así que el gobierno debe ser del pueblo. Sin embargo, en este país la mayor parte de la clase política ni siquiera nos escucha. Sus funciones deberían ser la de llevar nuestra voz a las instituciones, facilitando la participación política ciudadana mediante cauces directos y procurando el mayor beneficio para el grueso de la sociedad, no la de enriquecerse y medrar a nuestra costa, atendiendo tan sólo a los dictados de los grandes poderes económicos y aferrándose al poder a través de una dictadura partitocrática encabezada por las inamovibles siglas del PPSOE.

El ansia y acumulación de poder en unos pocos genera desigualdad, crispación e injusticia, lo cual conduce a la violencia, que rechazamos. El obsoleto y antinatural modelo económico vigente bloquea la maquinaria social en una espiral que se consume a sí misma enriqueciendo a unos pocos y sumiendo en la pobreza y la escasez al resto. Hasta el colapso.

La voluntad y fin del sistema es la acumulación de dinero, primándola por encima de la eficacia y el bienestar de la sociedad. Despilfarrando recursos, destruyendo el planeta, generando desempleo y consumidores infelices.

Los ciudadanos formamos parte del engranaje de una máquina destinada a enriquecer a una minoría que no sabe ni de nuestras necesidades. Somos anónimos, pero sin nosotros nada de esto existiría, pues nosotros movemos el mundo. Si como sociedad aprendemos a no fiar nuestro futuro a una abstracta rentabilidad económica que nunca redunda en beneficio de la mayoría, podremos eliminar los abusos y carencias que todos sufrimos.
Es necesaria una Revolución Ética. Hemos puesto el dinero por encima del Ser Humano y tenemos que ponerlo a nuestro servicio. Somos personas, no productos del mercado. No soy sólo lo que compro, por qué lo compro y a quién se lo compro.

Por todo lo anterior, estoy indignado.

Creo que puedo cambiarlo.

Creo que puedo ayudar.

Sé que unidos podemos.

Sal con nosotros. Es tu derecho.

14 maio 2011

El Chojin ao vivo

Na quinta-feira à noite fomos ao concerto do grande El Chojin, um dos grandes da cena hip-hop espanhola. É um rapper de Madrid que já tem uns 4 ou 5 albuns editados e que continua em grande forma.

O concerto foi bastante bom e com uma primeira parte surpreendente a cargo dos 2 Kilos, outro grupo de hip hop composto por um DJ espanhol e um MC português, ou seja, que quando entrei na sala do Casino de Asturias comecei a ouvir rap cantado em português. Satisfaçao e lagrimita misturadas...

Fica o novo video do El Chojin:



E também o link para o myspace dos 2 kilos:

08 maio 2011

Mapa dos adeptos londinenses

Esta é especialmente útil para ti Bernas!



NOTA: Vi este mapa no blog do Nico e estou a re-postear...
Este é o post original:

07 maio 2011

10 lições japonesas

Pode até nem ser tudo assim e com a distância que temos do Japão tornarmos tudo muito mais idilico mas chegou-me este mail e apeteceu-me partilhar. O mundo seria melhor se todos nos comportássemos assim...


1. A CALMA
Nem um único sinal de pânico. A tristeza foi crescendo mas a atitude positiva manteve-se.

2. A DIGNIDADE
Foram feitas longas filas para a água e mantimentos. Nem uma palavra áspera ou um gesto bruto.

3. A CAPACIDADE
Arquitectura incrível e engenharia irrepreensível. Os edifícios oscilaram, mas nenhum caiu.

4. O CIVISMO
As pessoas compravam somente o que precisavam para o presente, para que todos pudessem ter acesso aos bens.

5. A ORDEM
Não houve saques nas lojas. Não houve buzinões nem ultrapassagens nas estradas. Apenas a compreensão pelo momento pelo que todos passavam.

6. O SACRIFÍCIO
Cinquenta trabalhadores não foram evacuados das instalações da central nuclear para assegurarem que a água do mar fosse bombeada para os reactores. Nunca serão reembolsados!

7. A TERNURA
Os restaurantes reduziram os preços. Uma ATM foi deixada sem segurança. Os fortes cuidaram dos fracos e a entreajuda estava na rua em todos os locais.

8. A ORGANIZAÇAO
Os idosos e as crianças sabiam exactamente o que fazer. E fizeram exactamente o que era pressuposto fazer.

9. A COMUNICAÇÃO SOCIAL
Os jornalistas mostraram dignidade e contenção no modo como reportaram as notícias. O sensacionalismo foi rejeitado. Somente reportagens serenas.

10.. A CONSCIÊNCIA
Quando, numa loja, energia eléctrica falhou as pessoas colocaram as coisas que tinham na mão nas prateleiras e sairam tranquilamente.